A Lua de Sangue 2026 poderá ser vista parcialmente no Rio Grande do Sul nas primeiras horas da manhã de terça-feira (3). O fenômeno não será total no Estado, mas terá fases perceptíveis a olho nu.
O eclipse lunar total marca um dos principais eventos astronômicos do início de 2026 e promete alterar a paisagem do céu por cerca de uma hora em diferentes regiões do planeta. No Brasil, a visibilidade será desigual — e no RS, limitada às fases iniciais.
O que é a Lua de Sangue e por que ela acontece?
A chamada Lua de Sangue é o nome popular do eclipse lunar total. O fenômeno ocorre quando a Terra se posiciona exatamente entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz solar direta.
Mesmo encoberta, a Lua não desaparece completamente. Parte da luz solar é filtrada pela atmosfera terrestre e projetada sobre o satélite com tonalidade avermelhada — efeito semelhante ao pôr do sol.
Segundo explicações da Nasa, esse tom vermelho ocorre porque comprimentos de onda mais curtos (azulados) se dispersam na atmosfera, enquanto os mais longos (avermelhados) alcançam a superfície lunar.
Lua de Sangue 2026 será visível no Rio Grande do Sul?
No Rio Grande do Sul, o eclipse não será total. Os gaúchos poderão observar:
- Fase penumbral: entre 5h44 e 6h50
- Início da fase parcial: pouco antes do nascer do Sol
Nesse período, a Lua estará se pondo no horizonte oeste. A fase penumbral provoca apenas uma leve redução de brilho, quase imperceptível a olho nu. Já na fase parcial, será possível notar a “mordida” da sombra terrestre avançando sobre o disco lunar.
A fase total — quando ocorre a coloração vermelha intensa — será visível principalmente na América do Norte e Central, além de partes da Ásia e Oceania.
Onde o eclipse será melhor observado no mundo?
Melhores regiões para observação completa
- América do Norte e América Central (durante a noite)
- Partes da Ásia e Austrália Ocidental (ao entardecer)
- Extremo oeste da América do Sul (ao amanhecer)
Em alguns estados do Norte e Centro-Oeste do Brasil, como Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Mato Grosso e parte do Pará, a fase parcial será mais evidente pouco antes das 7h.
Já em áreas do Nordeste e parte do Sudeste, o eclipse não será visível.
O que está acontecendo e por que o RS não verá o eclipse total?
A limitação ocorre por causa do horário do alinhamento máximo entre Sol, Terra e Lua. No momento em que a fase total acontece, a Lua já terá se posto no horizonte sul-brasileiro.
Ou seja, o fenômeno ocorre — mas abaixo da linha do horizonte no Estado.
Esse tipo de variação é comum em eclipses lunares, já que a visibilidade depende do posicionamento geográfico e do horário local.
Precisa de telescópio para ver a Lua de Sangue?
Não. O eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem qualquer risco à visão.
Para melhor experiência:
- Procure um local com horizonte oeste livre
- Evite áreas com poluição luminosa intensa
- Use binóculos para destacar detalhes da sombra
Não é necessário filtro especial.
Impacto e importância do fenômeno
Além do espetáculo visual, eclipses lunares são oportunidades estratégicas para educação científica, turismo astronômico e engajamento público com a ciência.
O próximo eclipse lunar total visível integralmente no Sul do Brasil deverá ocorrer apenas em outro alinhamento favorável, o que aumenta o interesse pelo evento de março.
Em resumo
O eclipse lunar total será visível no RS?
Não totalmente. Apenas as fases penumbral e início da parcial poderão ser observadas.
Qual o horário para ver no RS?
Entre 5h44 e 6h50 da manhã, olhando para o horizonte oeste.
É preciso equipamento especial?
Não. O fenômeno pode ser acompanhado a olho nu, sem riscos.



















