Projeto de 4 milhões de euros prevê estádio padrão Fifa, naming rights com farmacêutica e concessão de área por 40 anos em Capão.
O Monsoon decidiu que não quer ser apenas mais um clube do Gauchão. Quer ser dono do próprio CEP — e de um estádio de 30 mil lugares no Litoral Norte.
Em nossas apurações, o plano é ambicioso: a futura Arena Monsoon deve nascer entre a Estrada do Mar e a Avenida Paraguassú, ao lado do câmpus da Unisc, em Capão da Canoa, numa área de cerca de 30 hectares.
Onde será a Arena Monsoon e o que está previsto no projeto?
A proposta envolve concessão do terreno pela Prefeitura por 40 anos, entre a Praia do Barco e o distrito de Capão Novo.
O estádio terá:
- 30 mil lugares
- Arquibancadas cobertas nos quatro lados
- Campo oficial padrão Fifa
- Pista de atletismo
- Espaço multiúso para shows e eventos
- Quadras de areia e futevôlei
- Espaço kids com piso emborrachado
O projeto arquitetônico conta com apoio de um arquiteto espanhol especializado em arenas pré-moldadas — modelo que pode reduzir custos e acelerar prazos, inclusive com uso de contêineres.
Quanto custa e quem vai pagar a Arena do Monsoon?
O investimento estimado é de 4 milhões de euros. Mesmo se o clube cair para a Divisão de Acesso, o CEO Vitor Hugo Manique garante que o projeto segue.
A captação deve ocorrer via:
- Leis de incentivo fiscal
- Parcerias privadas
- Venda de naming rights
Há negociação avançada com uma grande companhia farmacêutica, mantida sob sigilo.
O que muda para Capão da Canoa e o Litoral Norte?
O Litoral Norte é uma das regiões que mais cresce proporcionalmente no RS, segundo o IBGE. E o Monsoon quer surfar essa onda demográfica.
O clube já transferiu escudo e identidade para Capão da Canoa, mantém sede administrativa e loja na rua Tupinambá e vendeu cerca de 300 camisetas desde a mudança.
Hoje manda seus jogos no Estádio Francisco Noveletto Neto, do São José, em Porto Alegre. Mas o discurso é claro: fincar raízes no Litoral.
Base regional como estratégia de identidade
O planejamento interno determina que 50% dos atletas de base sejam do Litoral. Os outros 50% virão de clubes parceiros.
Na prática, é uma tentativa de evitar o rótulo de “clube importado”. A identidade regional virou ativo estratégico.
Análise do Editor: o risco calculado do Monsoon
Vou direto ao ponto: estádio de 30 mil lugares para um clube fundado em 2021 soa ousado — e arriscado.
Mas há lógica. Capão da Canoa e o Litoral Norte carecem de um equipamento multiúso desse porte. Shows e eventos corporativos fora da alta temporada podem ser a chave financeira.
Se o naming rights for fechado ainda em 2026, o projeto ganha musculatura e reduz dependência de resultado esportivo.
O que vimos nos bastidores é uma aposta clara: transformar o Monsoon em marca regional antes de virar potência esportiva. Primeiro o território. Depois a taça.
Comparativo: Arena própria x Estádio alugado
- Arena própria: receita com bilheteria integral, eventos, naming rights, identidade consolidada.
- Estádio alugado: custo fixo por jogo, menor receita paralela, vínculo frágil com a cidade.
Para um clube-empresa, a conta fecha no médio prazo — desde que a ocupação seja constante.
Resumo Rápido
P: Onde será construída a Arena Monsoon?
R: Entre a Estrada do Mar e a Avenida Paraguassú, em Capão da Canoa.
P: Qual o valor estimado do projeto?
R: Cerca de 4 milhões de euros.
P: O projeto depende de permanência na elite?
R: Segundo o clube, não. A construção seguirá mesmo com eventual rebaixamento.





















