Operação prende quadrilha do golpe do falso familiar após vítima no Litoral Norte

Polícia Civil mira quadrilha que usava fotos de parentes para enganar vítimas e sacar valores via Pix. Três suspeitos já foram presos. O golpe do falso familiar no WhatsApp voltou…
Operação prende quadrilha do golpe do falso familiar após vítima no Litoral Norte

Polícia Civil mira quadrilha que usava fotos de parentes para enganar vítimas e sacar valores via Pix. Três suspeitos já foram presos.

O golpe do falso familiar no WhatsApp voltou ao radar da Polícia Civil depois que um aposentado de 71 anos, em Arroio do Sal, transferiu quase R$ 3 mil achando que ajudava o próprio filho.

Em nossas apurações com investigadores do caso, o padrão é o mesmo de centenas de ocorrências no Estado: urgência fabricada, pressão emocional e dinheiro evaporando em segundos.

Nesta terça-feira (10), a Operação Fake Family saiu do papel. Mandados de prisão e busca foram cumpridos em Goiânia, onde estaria o núcleo financeiro do esquema.

O que a polícia encontrou na operação em Goiás?

Foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.

Até o momento, três suspeitos foram presos. Com eles, a polícia recolheu:

  • Celulares usados nos contatos com vítimas
  • R$ 15 mil em dinheiro vivo
  • Cartões bancários em nome de terceiros
  • Diversos chips telefônicos descartáveis

Segundo o delegado Marcos Vinícius de David, havia divisão de tarefas: dois faziam o contato emocional com as vítimas e outros dois operavam as contas para “lavar” o Pix em camadas rápidas.

Como o idoso caiu no golpe em Arroio do Sal?

O criminoso apareceu com foto do filho no perfil e um novo número. Pediu para “salvar o contato” e, logo depois, ajuda para pagar uma conta de R$ 2.997.

O dinheiro foi enviado. Minutos depois veio o segundo pedido: R$ 25 mil. A desconfiança bateu e a polícia foi acionada.

Esse intervalo curto entre o primeiro e o segundo pedido é clássico. O golpista testa o limite da vítima antes de aumentar o valor.

Como funciona o golpe do falso familiar no WhatsApp?

  • Criminoso copia foto de parente em redes sociais
  • Cria número novo com a mesma imagem
  • Simula troca de chip ou celular quebrado
  • Pede dinheiro alegando emergência
  • Valores são pulverizados em contas de terceiros para dificultar rastreio

Por que esse crime cresce tanto no Litoral Norte?

Investigadores admitem, nos bastidores, que cidades menores têm um fator emocional forte: todo mundo confia mais em mensagens “de família”.

Além disso, muitos idosos usam Pix, mas não têm o hábito de confirmar identidade por vídeo ou ligação.

Comparação rápida: golpe digital x ligação tradicional

  • WhatsApp: foto convence rápido, resposta imediata, transferência instantânea
  • Telefone fixo: mais fácil perceber voz diferente, tempo maior para desconfiar

Como se proteger na prática?

  • Ligue para o número antigo antes de qualquer transferência
  • Peça áudio ou chamada de vídeo
  • Desconfie de pressa e segredo
  • Nunca faça Pix sob pressão emocional

Análise do Editor

Esse tipo de quadrilha não trabalha “no varejo”. O que vimos na prática é escala industrial: listas de contatos vazadas, chips descartáveis e dezenas de abordagens por hora.

Se cada vítima perde R$ 3 mil e o grupo engana 20 pessoas por dia, o faturamento passa de R$ 60 mil diários. Em um mês, vira negócio de empresa grande.

Com o avanço do Pix automático e contas digitais abertas em minutos, fevereiro e março tendem a registrar novas ondas desse golpe, especialmente após aposentadorias e 13º de benefícios sociais.

A tecnologia facilita a vida — e, para o criminoso, também.

Resumo rápido

P: O que é o golpe do falso familiar?
R: Criminosos fingem ser parentes no WhatsApp e pedem Pix urgente.

P: Onde ocorreu a operação?
R: Goiânia, com investigação da Polícia Civil do RS.

P: Como evitar cair?
R: Confirme por ligação ou vídeo antes de enviar qualquer dinheiro.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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