Dois avisos simultâneos colocam o Rio Grande do Sul sob calor extremo por cinco dias e ar seco crítico, cenário que pressiona hospitais, lavouras e bombeiros.
A onda de calor no RS tem data certa: começou no dia 3 e segue até 7 de fevereiro, com temperaturas pelo menos 5°C acima da média por vários dias seguidos.
No meio disso, o ar seca. A umidade pode cair para 20%, nível típico de deserto, segundo alerta paralelo do Inmet.
O que dizem os alertas do Inmet?
O instituto classificou a onda de calor como “Grande Perigo”, o nível mais alto da escala. O aviso fala em risco direto à saúde, especialmente para crianças, idosos e quem trabalha ao ar livre.
Já o segundo alerta, de baixa umidade, é de “Perigo Potencial”, com possibilidade de mal-estar, desidratação e aumento de focos de incêndio.
- Onda de calor: 03/02 às 00h01 até 07/02 às 23h59
- Desvio: temperaturas 5°C acima da média por mais de 5 dias
- Baixa umidade: 04/02 às 10h05 até 05/02 às 20h
- Umidade mínima: entre 30% e 20%
Quais regiões do RS estão na área de risco?
O mapa atinge praticamente todo o Estado, incluindo:
- Serrana
- Noroeste e Nordeste Rio-grandense
- Centro Ocidental e Centro Oriental
- Sudoeste e Sudeste Rio-grandense
- Região Metropolitana de Porto Alegre
Na prática, isso significa calor espalhado do interior ao Litoral, sem muito refúgio térmico.
Por que essa combinação preocupa mais do que só calor?
Calor extremo cansa. Ar seco desidrata. Juntos, os dois viram um combo perigoso.
Corpo perde água mais rápido, o suor evapora depressa e muita gente só percebe quando já está com dor de cabeça, tontura ou pressão baixa.
O que fazer para reduzir riscos?
- Beber água o dia inteiro, mesmo sem sede
- Evitar exercícios entre 10h e 16h
- Usar roupas leves e ambientes ventilados
- Redobrar atenção com crianças e idosos
- Acionar a Defesa Civil (199) ou Bombeiros (193) em emergências
Análise do Editor
Quando o Inmet usa “grande perigo”, não é exagero burocrático. É código interno para evento persistente, daqueles que levam pessoas as UPAs com desidratação e pressão descompensada.
Nos próximos dias, o impacto deve aparecer também no bolso: maior consumo de energia com ventilador e ar-condicionado e risco extra para lavouras e pastagens no interior.
Se o bloqueio de calor segurar até o fim da semana, fevereiro pode começar com marcas entre as mais altas do verão — e noites abafadas, que impedem o corpo de se recuperar.
Resumo Rápido
P: Quanto tempo dura a onda de calor?
R: De 3 a 7 de fevereiro, com temperaturas 5°C acima da média.
P: A umidade pode cair quanto?
R: Entre 30% e 20%, níveis críticos para a saúde.
P: Quem acionar em emergência?
R: Defesa Civil (199) e Corpo de Bombeiros (193).



















