Operação em Arroio do Sal marca a primeira grande fiscalização de 2026 e expõe falhas graves em supermercados, com risco direto à saúde da população.
Segurança dos alimentos voltou ao centro do debate no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Nesta segunda-feira (19), uma força-tarefa estadual apreendeu mais de três toneladas de produtos impróprios para consumo em supermercados de Arroio do Sal, durante a primeira grande operação de fiscalização de 2026.
A ação escancarou problemas recorrentes no varejo alimentar e acende um alerta para consumidores que dependem desses estabelecimentos no dia a dia.
O que aconteceu na operação em Arroio do Sal

A fiscalização foi conduzida pela Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, que vistoriou quatro supermercados no município.
Todos os estabelecimentos fiscalizados foram autuados por irregularidades consideradas graves, resultando na retirada imediata dos produtos das prateleiras e no descarte do material apreendido.
Principais irregularidades encontradas

Durante a operação, os agentes identificaram uma série de falhas que representam risco direto à saúde pública:
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Alimentos armazenados fora da temperatura adequada
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Produtos sem procedência comprovada
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Itens com prazo de validade vencido
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Problemas de rotulagem
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Datas de validade adulteradas ou remarcadas
Essas práticas violam normas sanitárias básicas e podem causar intoxicações alimentares, infecções e outros problemas de saúde, especialmente em crianças e idosos.
Quais produtos foram apreendidos
Entre os itens considerados impróprios para consumo estavam:
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Carnes e embutidos
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Bebidas lácteas
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Iogurtes e queijos
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Margarina
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Produtos de padaria
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Fraldas descartáveis armazenadas de forma irregular
Todo o material foi inutilizado e descartado, conforme os protocolos sanitários.
Por que essas fiscalizações estão se intensificando em 2026
Segundo integrantes da força-tarefa, o início do ano costuma registrar aumento de irregularidades, impulsionado por maior fluxo turístico no Litoral Norte e pela alta rotatividade de estoques nos supermercados.
Além disso:
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O consumo cresce no verão
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A fiscalização preventiva busca evitar surtos de doenças
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Há histórico de reincidência em parte do setor
A estratégia é agir antes que o problema chegue ao consumidor, reduzindo riscos à saúde coletiva.
Quem participou da operação
A ação teve caráter integrado e contou com representantes de diferentes órgãos:
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Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)
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GAECO
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Vigilância Sanitária Municipal de Arroio do Sal
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Secretaria Estadual da Saúde
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Secretaria Estadual da Agricultura (SEAPI)
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Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM)
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Delegacia do Consumidor (DECON)
Essa atuação conjunta amplia o poder de fiscalização e acelera medidas administrativas e criminais.
Impacto direto para o consumidor
Para quem faz compras no Litoral Norte, a operação reforça um ponto essencial: preço baixo não pode vir acompanhado de risco à saúde.
Especialistas alertam que produtos mal armazenados ou fora da validade podem causar:
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Intoxicações alimentares
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Infecções bacterianas
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Agravamento de doenças preexistentes
O consumidor deve observar rótulos, datas de validade e condições de armazenamento, além de denunciar irregularidades aos órgãos competentes.
Em resumo
O que foi apreendido?
Mais de 3 toneladas de alimentos e produtos impróprios para consumo.
Onde ocorreu a fiscalização?
Em quatro supermercados de Arroio do Sal, no Litoral Norte do RS.
Qual o risco para a população?
Intoxicações, doenças alimentares e prejuízos à saúde pública.



















