Homicídio em Riozinho: investigação aponta guerra entre facções e termina com prisões
Homicídio em Riozinho resultou na prisão preventiva de três suspeitos após uma investigação detalhada da Polícia Civil que revelou ligação direta do crime com disputas territoriais entre grupos criminosos envolvidos com o tráfico de drogas.
O assassinato ocorreu em 13 de dezembro de 2025 e teve um desfecho chocante: o corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro do próprio veículo, já no município de Santo Antônio da Patrulha.
A ofensiva policial foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Santo Antônio da Patrulha, que reuniu provas técnicas, depoimentos e cruzamento de informações para esclarecer o caso, considerado um dos mais graves da região nos últimos meses.
Crime violento chocou a região
Segundo a apuração policial, a vítima foi morta em Riozinho e, posteriormente, teve o corpo levado até Santo Antônio da Patrulha, onde o carro foi incendiado numa tentativa clara de ocultar o crime e dificultar a identificação.
A brutalidade do homicídio causou forte repercussão entre moradores do Vale do Paranhana e do Litoral Norte.
Os investigadores apontam que o assassinato não foi aleatório. Ele estaria diretamente ligado à chamada “guerra do tráfico”, travada entre facções criminosas que disputam o controle de pontos estratégicos para a venda de drogas nos municípios de Rolante e Riozinho.
Disputa por território e tráfico de drogas
De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime envolve a expansão territorial de grupos criminosos rivais.
A vítima teria sido executada como parte dessa disputa, que vem sendo monitorada pelas forças de segurança devido ao aumento de episódios violentos na região.
A investigação indicou que os três suspeitos tiveram participação direta no homicídio, seja no planejamento, na execução ou na ocultação do cadáver, o que fundamentou os pedidos de prisão preventiva.
Prisões ocorreram em diferentes municípios
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, um dos suspeitos foi localizado no município de Imbé, no Litoral Norte.
A prisão contou com o apoio da 6ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, que auxiliou na identificação e captura do investigado.
Os outros dois suspeitos foram presos em Santo Antônio da Patrulha, encerrando uma etapa decisiva da investigação.
Todos tiveram as prisões preventivas decretadas pelo Poder Judiciário após representação formal da Polícia Civil.
Polícia aponta provas robustas
Conforme o delegado Jair Francisco dos Anjos, responsável pela investigação, o inquérito reuniu elementos suficientes para demonstrar o envolvimento dos três suspeitos no crime.






















