Anvisa proíbe fórmulas infantis por risco de contaminação

Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé e acende alerta máximo para pais e responsáveis Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé após identificar risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida…
Anvisa proíbe fórmulas infantis

Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé e acende alerta máximo para pais e responsáveis

Anvisa proíbe fórmulas infantis da Nestlé após identificar risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.

A determinação, anunciada nesta quarta-feira (7), impede a venda, distribuição e uso de lotes específicos de produtos amplamente utilizados na alimentação de bebês e crianças pequenas em todo o Brasil.

A medida tem caráter preventivo e acompanha um recolhimento voluntário global iniciado pela própria fabricante após a detecção da toxina em ingredientes utilizados na produção das fórmulas.

🧪 Quais fórmulas infantis foram proibidas pela Anvisa

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A proibição atinge lotes específicos das seguintes marcas e linhas fabricadas pela Nestlé Brasil Ltda.:

  • Nestogeno

  • Nan Supreme Pro

  • Nanlac Supreme Pro

  • Nanlac Comfor

  • Nan Sensitive

  • Alfamino

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Segundo a Anvisa, nem todos os lotes desses produtos foram afetados, sendo fundamental que os consumidores confiram o número do lote impresso no rótulo da embalagem.

⚠️ O que é a cereulide e por que ela representa risco

A cereulide é uma toxina resistente ao calor, produzida pela bactéria Bacillus cereus, capaz de permanecer ativa mesmo após processos industriais e preparo do alimento.

De acordo com a Anvisa, o consumo de alimentos contaminados por essa toxina pode provocar sintomas como:

  • Vômitos persistentes

  • Diarreia

  • Letargia, caracterizada por sonolência excessiva

  • Lentidão de movimentos e raciocínio

  • Dificuldade de reação e expressão emocional

Em bebês e crianças pequenas, esses sintomas podem evoluir rapidamente, exigindo atenção médica imediata.

🌍 Contaminação teve origem em ingrediente importado

Segundo a Anvisa, a investigação apontou que a toxina foi identificada em um ingrediente proveniente de um fornecedor global terceirizado de óleos, utilizado na fabricação das fórmulas.

Esse ingrediente era fornecido a uma unidade fabril localizada na Holanda, o que levou a empresa a adotar um recolhimento global dos lotes potencialmente afetados.

“Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global”, informou a Anvisa em nota oficial.

🏭 Recolhimento já foi iniciado no Brasil e no exterior

A Nestlé informou às autoridades sanitárias que o processo de recolhimento dos lotes atingidos já está em andamento no Brasil e em outros países, em alinhamento com os protocolos internacionais de segurança alimentar.

A Anvisa reforça que a decisão visa evitar qualquer risco à saúde pública, mesmo sem a confirmação de casos graves associados ao consumo no país até o momento.

👶 Orientações urgentes para pais e responsáveis

A Anvisa divulgou uma série de recomendações importantes para famílias que utilizam as fórmulas infantis envolvidas:

✔️ Verifique o lote do produto

  • O número do lote está impresso no rótulo da embalagem.

  • Se o lote constar na lista de recolhimento, o produto não deve ser utilizado.

✔️ Os demais lotes não foram afetados

  • Apenas os lotes específicos indicados na resolução estão proibidos.

✔️ Entre em contato com o SAC da Nestlé

  • Para orientações sobre troca ou devolução, os consumidores devem procurar o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem do produto.

🚑 Quando procurar atendimento médico

Caso a criança apresente vômitos persistentes, diarreia ou sinais de letargia após o consumo de fórmulas pertencentes aos lotes proibidos, a recomendação é:

  • Buscar atendimento médico imediato

  • Informar qual alimento foi consumido

  • Levar a embalagem ou uma amostra do produto, se possível

📄 Resolução oficial e mais informações

A proibição está formalizada na Resolução nº 32/2026, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (7).

A Anvisa também disponibilizou orientações adicionais sobre o uso seguro de fórmulas infantis em seu site oficial.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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