Torres registra quase 10 mil queimaduras por águas-vivas
As queimaduras por águas-vivas já atingiram 9.878 pessoas em Torres durante a Operação Verão de 2025/2026, segundo relatórios do Corpo de Bombeiros.
Somente na terça-feira (6), a cidade registrou mais 3 mil casos, número que supera todo o litoral norte gaúcho no mesmo período do ano passado, que contabilizou 9,1 mil incidentes.
Apesar do alto índice, os bombeiros notam uma diminuição nos ataques nos últimos dias.
Segundo o tenente-coronel Vinícius Lang, coordenador administrativo da Operação Verão, fatores naturais e redução do público contribuem para essa queda:
“Nos últimos dias tivemos uma ondulação de Sul que, além de trazer essa ressaca, carrega água mais fria e afasta as águas-vivas. Também tem o fator de o feriado ter acabado, o pessoal foi embora e os casos acabam diminuindo ainda mais”, ressalta o coordenador.
Ranking das queimaduras por águas-vivas no Litoral Norte
A Operação Verão deste ano já registrou mais de 23 mil queimaduras por águas-vivas.
O ranking de cidades mais afetadas é o seguinte:
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Torres: 9.878 casos
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Arroio do Sal: 4.558 casos
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Capão da Canoa: 4.094 casos
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Capão Novo: 3.842 casos
Por que há mais queimaduras por águas-vivas nas praias gaúchas?
Especialistas explicam que o aumento de queimaduras se deve a correntes de água quente provocadas pelo vento Nordeste, que atraem mais águas-vivas para a costa gaúcha.
O biólogo do Ceclimar/UFRGS, Maurício Tavares, destaca as espécies mais perigosas presentes na região:
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“Reloginho”: pequena, transparente, com tentáculos rosa e laranja, é responsável pela maioria das queimaduras.
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Caravela portuguesa: não é tecnicamente uma água-viva, mas pertence ao mesmo grupo. Possui tentáculos longos, coloração azul e roxa.
Como agir em caso de queimaduras por águas-vivas
O Corpo de Bombeiros orienta os banhistas sobre os cuidados imediatos:
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Retirar cuidadosamente os tentáculos
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Lavar a área atingida com água do mar, nunca água potável.
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Procurar guaritas de salva-vidas, onde há vinagre disponível para neutralizar a toxina.
“Não se deve utilizar urina, areia ou mesmo água potável na lesão. O recomendado é apenas vinagre e água do mar. Em caso de agravamento, é importante procurar atendimento médico”, alerta o tenente-coronel Vinícius Lang.



















