Ciclone na costa do RS traz últimos reflexos nesta quarta: veja o que esperar

Ciclone na costa do RS O ciclone na costa do RS continua provocando impactos significativos nesta quarta-feira, marcando os últimos reflexos de um sistema que avançou pelo oceano com pressão…
Ciclone na costa do RS traz últimos reflexos nesta quarta: veja o que esperar

Ciclone na costa do RS

O ciclone na costa do RS continua provocando impactos significativos nesta quarta-feira, marcando os últimos reflexos de um sistema que avançou pelo oceano com pressão mínima próxima de 984 hPa, conforme dados do modelo europeu.

O centro da circulação permanece muito próximo da faixa litorânea, especialmente a leste da porção mais ao sul do Litoral Norte, mantendo a atmosfera instável, ventosa e com potencial de transtornos.

Com ventos que podem provocar danos estruturais, interrupção de energia e forte agitação marítima, a condição ainda exige atenção da população, principalmente em áreas costeiras e municípios próximos à Lagoa dos Patos — regiões geralmente mais vulneráveis à influência de sistemas deste tipo.

A expectativa é de que o ciclone perca força gradualmente ao longo do dia, mas ainda com momentos de instabilidade severa.

Ventos podem superar 100 km/h em áreas específicas

As projeções indicam que grande parte do Rio Grande do Sul deve registrar rajadas entre 40 km/h e 60 km/h, valores já suficientes para causar transtornos, especialmente em locais expostos.

No entanto, municípios do Sul, Leste e Litoral Norte podem enfrentar ventos muito mais fortes, chegando a 80 km/h a 100 km/h e, de forma localizada, picos entre 100 km/h e 120 km/h.

Esses ventos, associados ao vórtice do ciclone, também podem vir acompanhados de chuva forte em curtos períodos, o que aumenta o potencial de quedas de árvores, destelhamentos e interrupções na rede elétrica.

Regiões em atenção máxima segundo a MetSul

A MetSul Meteorologia destaca uma lista de municípios que devem se manter em alerta elevado devido ao posicionamento do ciclone e à interação com o relevo e a faixa litorânea. Entre eles estão:

Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul, São José do Norte, Turuçu, Mostardas, Arambaré, Camaquã, Cristal, Tapes, Barra do Ribeiro, Guaíba, Porto Alegre, Viamão, Tavares, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Osório, Tramandaí, Imbé, Xangri-Lá, Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres.

Essas cidades estão entre as mais expostas ao vento forte, à chuva persistente e ao risco de alagamentos, especialmente as localidades costeiras e aquelas próximas à Lagoa dos Patos, onde a influência do ciclone costuma ser potencializada.

Chuva forte acompanha o sistema e aumenta risco de novos alagamentos

A instabilidade associada ao ciclone provocou volumes expressivos de chuva desde o início da semana, resultando em pontos de alagamento repentino, principalmente na terça-feira (9).

Cidades do Litoral Norte, como Osório, enfrentaram transtornos com ruas inundadas e dificuldades de mobilidade.

Os acumulados em 24 horas até o fim da tarde de terça reforçam a intensidade do fenômeno:

  • 187 mm — Venâncio Aires

  • 183 mm — Encruzilhada do Sul

  • 165 mm — Tio Hugo

  • 158 mm — São Sepé

  • 148 mm — Cristal

  • 146 mm — Santa Cruz do Sul

  • 143 mm — Camaquã

  • 136 mm — Canguçu

  • 130 mm — Tupanciretã

  • 128 mm — Espumoso

  • 126 mm — Fontoura Xavier

  • 120 mm — Dom Feliciano e Piratini

No Litoral Norte, onde o ciclone exerce influência direta:

  • 81 mm — Capão da Canoa

  • 79 mm — Osório

  • 60 mm — Tramandaí

A soma desses volumes com a ação do vento aumenta o risco de novos alagamentos momentâneos, especialmente em áreas já saturadas e com drenagem comprometida.

Quando o ciclone perde força e o que esperar nas próximas horas

A fase mais severa do ciclone deve ocorrer até o final da tarde desta quarta-feira, com gradual enfraquecimento ao longo da noite.

Mesmo assim, o mar segue muito agitado, e a orientação é evitar praias, molhes, trapiches e áreas costeiras expostas a ressacas.

A partir de quinta-feira, a tendência é de diminuição do vento e redução da chuva, com retorno lento da estabilidade em grande parte do estado.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp

Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

Notícias relacionadas