Ciclone: veja onde o sistema vai se formar e sua rota

Ciclone Ciclone será novamente tema de atenção dos meteorologistas neste fim de semana, mas, ao contrário do evento destrutivo da última semana, os modelos indicam uma formação mais ao Sul,…
Quando e onde o ciclone traz maior risco ao Litoral
Foto: Rogério Reinheimer Bernardes/Litoralmania - Ventania em Osório

Ciclone

Ciclone será novamente tema de atenção dos meteorologistas neste fim de semana, mas, ao contrário do evento destrutivo da última semana, os modelos indicam uma formação mais ao Sul, com trajetória afastada do território brasileiro.

A partir de um centro de baixa pressão que avança de Oeste para Leste pelo Centro da Argentina, o sistema tende a se aprofundar entre domingo (16) e segunda-feira (17) na altura do Rio da Prata, dando origem a um ciclone considerado pequeno, mas bem definido.

A MetSul reforça que não há indicação de repetição do cenário observado na sexta-feira passada (7), quando uma área de baixa pressão se intensificou sobre o Rio Grande do Sul e resultou em ciclogênese significativa, produzindo temporais severos, chuva intensa e diversos tornados que atingiram Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná.

Na ocasião, houve destruição em várias cidades e um saldo de nove mortes — duas no Rio Grande do Sul e sete no Paraná — além de rajadas de 107 km/h em Porto Alegre.

📍 Onde o ciclone deve se formar e por qual rota avançará

Formação no Rio da Prata

De acordo com as rodadas mais recentes dos modelos numéricos, o centro de baixa pressão deve se organizar entre a província de Buenos Aires e o Uruguai, intensificando-se sobre o Rio da Prata.

A ciclogênese tende a ocorrer entre o final do domingo e o decorrer da segunda-feira.

Trajetória mais ao Sul do continente

Diferentemente do episódio anterior, o sistema não deve cruzar o território brasileiro.

O ciclone permanecerá mais ao Sul, afastado da Metade Norte do Rio Grande do Sul — região que viu a baixa pressão passar de Oeste para Leste no evento da semana passada.

Deslocamento rápido pelo oceano

Após se formar, o sistema deve avançar rapidamente para Leste e Sudeste sobre o Atlântico, afastando-se do continente já no início da próxima semana.

A tendência é que não haja aproximação suficiente para gerar ventos ciclônicos intensos na costa do Sul do Brasil.

🌬️ Por que o ciclone não deve provocar ventos intensos no Sul do Brasil desta vez

Os meteorologistas destacam que o posicionamento mais distante do sistema reduz drasticamente a chance de rajadas fortes atingirem o litoral gaúcho e catarinense.

O fenômeno, apesar de bem estruturado, ficará restrito à região do Rio da Prata e, posteriormente, ao mar aberto, sem interação direta com o continente brasileiro.

Essa trajetória contrasta com o evento de dias atrás, quando o ciclone se formou e se aprofundou sobre o Rio Grande do Sul, trazendo instabilidade severa, chuva volumosa e danos significativos em diversos municípios.

⛈️ Frente fria associada ao ciclone trará impactos ao Brasil

Mesmo sem a passagem direta do ciclone, seus efeitos indiretos serão sentidos no território brasileiro.

Uma frente fria associada ao sistema deve avançar pelo Sul do Brasil entre domingo (16) e segunda-feira (17), trazendo:

  • Chuva generalizada, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;

  • Risco elevado de temporais, que podem ser fortes ou até severos;

  • Possibilidade de vendavais, ainda que localizados;

  • Chance de granizo em pontos isolados.

O avanço do sistema frontal continuará pelo Centro-Oeste e Sudeste no início da próxima semana, mantendo o potencial de tempo severo, com temporais isolados e instabilidade significativa.

🌎 O que esperar nos próximos dias

Meteorologistas reforçam que a situação exige atenção, embora menos crítica do que o evento anterior.

A formação do ciclone no Rio da Prata segue monitorada, e atualizações podem ocorrer conforme novas rodadas de modelos forem analisadas.

Enquanto o sistema não deve atingir o Brasil diretamente, a frente fria associada reforça a necessidade de acompanhamento das previsões e de alertas oficiais emitidos pelos institutos meteorológicos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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