La Niña no Rio Grande do Sul: O que esperar

A La Niña no Rio Grande do Sul voltou ao centro das atenções. Embora os especialistas ressaltem que o cenário atual ainda não configure um episódio clássico do fenômeno climático,…
Frente fria no RS

A La Niña no Rio Grande do Sul voltou ao centro das atenções.

Embora os especialistas ressaltem que o cenário atual ainda não configure um episódio clássico do fenômeno climático, os sinais de resfriamento no Oceano Pacífico Equatorial já acendem alertas entre meteorologistas e produtores rurais.

Segundo o coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro-RS) da Secretaria Estadual de Agricultura, Flávio Varone, os modelos de previsão apontam mudanças importantes para os próximos meses.

— Esse resfriamento acontecendo, traz alguma consequência para nós no RS — explica o especialista.

Prognóstico climático: outubro chuvoso, mas novembro pode ser crítico

De acordo com os estudos do Simagro-RS, a diminuição mais significativa das chuvas deve ocorrer no decorrer da primavera.

Outubro ainda tende a registrar precipitações regulares, mas novembro desponta como um período mais seco, o que aumenta a preocupação no campo, especialmente em regiões dependentes da regularidade das chuvas para o plantio e a colheita.

Varone destaca que, apesar de não configurar uma La Niña clássica, a condição atmosférica e oceânica já impacta a agricultura gaúcha:

— Estamos trabalhando com uma diminuição da chuva mais no decorrer de outubro para novembro, principalmente com um novembro um pouco mais seco — reforça.

Impactos da estiagem no setor produtivo

A ameaça da estiagem reacende lembranças recentes de prejuízos milionários enfrentados por produtores do Estado durante os últimos episódios de La Niña.

Grãos como milho e soja, além da pecuária, estão entre os setores mais vulneráveis a longos períodos de déficit hídrico.

A repetição do fenômeno gera preocupação também entre gestores públicos e especialistas em recursos hídricos, que alertam para a necessidade de planejamento antecipado e de estratégias de mitigação.

La Niña: entenda o fenômeno

O fenômeno La Niña é caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, influenciando diretamente os regimes de chuva em diversas partes do mundo.

No caso do Brasil, seus efeitos são sentidos de maneira distinta: enquanto o Norte e o Nordeste podem registrar precipitações acima da média, o Sul do país tende a enfrentar estiagens prolongadas.

Por isso, cada sinal de resfriamento oceânico é acompanhado com atenção por meteorologistas e órgãos de monitoramento climático.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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