Caso da mala ganha um novo capítulo nesta semana.
O Instituto-Geral de Perícias (IGP) confirmou, após análise genética, que as duas pernas encontradas na região da Orla de Ipanema, em Porto Alegre, pertencem à vítima Brasília Costa.
A informação foi divulgada pelo delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios.
“Recebemos a confirmação no exame de DNA. As duas pernas são da mesma vítima. Isso é importante, porque fecha essa parte da investigação. Falta apenas um segmento de corpo a ser encontrado, a cabeça”, explicou o delegado.
A identificação completa depende da localização da cabeça, etapa crucial que permitirá determinar com precisão a causa da morte e avançar na conclusão do inquérito.
Cabeça da vítima ainda não localizada
A polícia segue em busca da cabeça de Brasília Costa, que não foi encontrada até o momento.
Segundo o delegado, esta fase é determinante para esclarecer todos os detalhes do crime e possibilitar a finalização da perícia.
A expectativa é que, assim que todos os segmentos do corpo forem reunidos, o laudo final indique a causa da morte.
Perícia em dispositivos eletrônicos do suspeito
Além da análise do DNA, as investigações incluem a perícia de celulares e notebooks apreendidos com o suspeito Ricardo Jardim.
Os exames têm como objetivo confirmar se mensagens enviadas em nome da vítima foram realmente escritas por ela, além de rastrear movimentações financeiras e digitais que possam esclarecer a motivação do crime.
Caso da mala: o que já se sabe sobre o crime
Depósito da mala
Câmeras de segurança registraram um homem deixando a mala no dia 20 de agosto em um guarda-volumes da rodoviária.
O objeto permaneceu no local por cerca de 12 dias, sendo aberto apenas quando o odor chamou atenção da equipe do setor.
Planejamento e ocultação
Segundo a polícia, o suspeito removeu as pontas dos dedos da vítima para dificultar a identificação e deixou a cabeça por último, numa tentativa deliberada de retardar o reconhecimento do corpo.
Relacionamento e motivação financeira
As investigações apontam que Ricardo Jardim mantinha relacionamento com Brasília Costa e tentou utilizar seus cartões de forma indevida.
Comprovantes de transações entre ambos foram encontrados, reforçando a suspeita de motivação financeira.
Apreensões
Com o suspeito, foram apreendidos celulares e notebook, que passarão por perícia após autorização judicial para acesso aos dados.
Classificação do crime
A Polícia Civil trata o Caso da mala como feminicídio, aguardando os laudos complementares que, somados à análise completa do corpo, definirão oficialmente a causa da morte.





















