Falsos policiais aplicam golpes em empresários do Litoral: entenda o esquema

Falsos policiais estão aplicando golpes e extorquindo empresários no Rio Grande do Sul. Adesivos serviriam para identificar frotas O esquema fraudulento envolve ligações, áudios e mensagens de texto em que…
Saque-aniversário
Foto: © Marcello Casal JrAgência Brasil

Falsos policiais estão aplicando golpes e extorquindo empresários no Rio Grande do Sul.

Adesivos serviriam para identificar frotas

O esquema fraudulento envolve ligações, áudios e mensagens de texto em que os criminosos exigem valores em dinheiro para a suposta confecção de adesivos que identificariam frotas de caminhões.

As vítimas são intimidadas com ameaças de multas caso se recusem a pagar.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), essa prática é criminosa e não tem qualquer ligação com a instituição.

Golpe dos falsos policiais: como funciona

O método utilizado pelos golpistas segue padrões.

Primeiro, eles entram em contato com empresários alegando que a PRF exige a colocação de adesivos oficiais nos caminhões de transporte de carga.

Em seguida, cobram valores que podem chegar a R$ 2 mil para a suposta confecção do material.

Em alguns casos, as vítimas recebem até pré-visualizações falsas dos adesivos, que chegam a conter erros grotescos, como o nome da empresa escrito de forma incorreta.

A estratégia serve para dar uma aparência de legitimidade ao golpe e apressar a transferência de dinheiro.

Uma empresa do ramo alimentício do Litoral Norte do RS chegou a cair na fraude.

Funcionários contaram que receberam áudios com a promessa de adesivos e panfletos educativos, além da cobrança direta via PIX para a conta de uma suposta policial:

“Mandaram até a chave PIX e pediram o comprovante imediatamente”, relatou uma das vítimas, que transferiu parte do valor solicitado antes de perceber a farsa.

Ameaças e pressão psicológica

Para aumentar a pressão, os criminosos afirmam que os veículos da empresa circulam próximos a postos da PRF e que estariam sujeitos a multas caso não estivessem devidamente identificados.

Essa intimidação faz parte da estratégia para apavorar empresários e acelerar a transferência de dinheiro.

A abordagem mistura insistência com urgência: os golpistas ligam várias vezes, enviam áudios em sequência e pressionam para que a vítima não tenha tempo de analisar a situação, técnica típica em golpes.

PRF alerta

A Polícia Rodoviária Federal reforça que não solicita dinheiro por telefone, mensagens ou redes sociais.

Segundo o chefe de comunicação da PRF no Rio Grande do Sul, Laudson Viegas, a corporação só realiza campanhas pontuais, como a Campanha do Agasalho, sempre divulgadas previamente na imprensa.

O agente orienta que empresários desconfiem de qualquer pedido urgente de transferência financeira em nome da PRF.

Caso recebam contatos suspeitos, a recomendação é procurar diretamente um posto policial e nunca realizar pagamentos.

Como se proteger de golpes semelhantes

A PRF listou orientações importantes para evitar cair em esquemas de estelionatários que se passam por policiais:

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  • Não faça pagamentos sem contato presencial: qualquer cobrança remota deve ser encarada com desconfiança.

  • Desconfie da pressa: golpistas pressionam com urgência para evitar que a vítima reflita.

  • Questione sempre: sugerir uma visita presencial a um posto da PRF costuma fazer os criminosos desistirem.

  • Não acredite em promessas irreais: benefícios “bons demais” geralmente escondem golpes.

  • Registre ocorrência: quem cair no golpe deve procurar a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência.

Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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