Falsos policiais estão aplicando golpes e extorquindo empresários no Rio Grande do Sul.
Adesivos serviriam para identificar frotas
O esquema fraudulento envolve ligações, áudios e mensagens de texto em que os criminosos exigem valores em dinheiro para a suposta confecção de adesivos que identificariam frotas de caminhões.
As vítimas são intimidadas com ameaças de multas caso se recusem a pagar.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), essa prática é criminosa e não tem qualquer ligação com a instituição.
Golpe dos falsos policiais: como funciona
O método utilizado pelos golpistas segue padrões.
Primeiro, eles entram em contato com empresários alegando que a PRF exige a colocação de adesivos oficiais nos caminhões de transporte de carga.
Em seguida, cobram valores que podem chegar a R$ 2 mil para a suposta confecção do material.
Em alguns casos, as vítimas recebem até pré-visualizações falsas dos adesivos, que chegam a conter erros grotescos, como o nome da empresa escrito de forma incorreta.
A estratégia serve para dar uma aparência de legitimidade ao golpe e apressar a transferência de dinheiro.
Uma empresa do ramo alimentício do Litoral Norte do RS chegou a cair na fraude.
Funcionários contaram que receberam áudios com a promessa de adesivos e panfletos educativos, além da cobrança direta via PIX para a conta de uma suposta policial:
“Mandaram até a chave PIX e pediram o comprovante imediatamente”, relatou uma das vítimas, que transferiu parte do valor solicitado antes de perceber a farsa.
Ameaças e pressão psicológica
Para aumentar a pressão, os criminosos afirmam que os veículos da empresa circulam próximos a postos da PRF e que estariam sujeitos a multas caso não estivessem devidamente identificados.
Essa intimidação faz parte da estratégia para apavorar empresários e acelerar a transferência de dinheiro.
A abordagem mistura insistência com urgência: os golpistas ligam várias vezes, enviam áudios em sequência e pressionam para que a vítima não tenha tempo de analisar a situação, técnica típica em golpes.
PRF alerta
A Polícia Rodoviária Federal reforça que não solicita dinheiro por telefone, mensagens ou redes sociais.
Segundo o chefe de comunicação da PRF no Rio Grande do Sul, Laudson Viegas, a corporação só realiza campanhas pontuais, como a Campanha do Agasalho, sempre divulgadas previamente na imprensa.
O agente orienta que empresários desconfiem de qualquer pedido urgente de transferência financeira em nome da PRF.
Caso recebam contatos suspeitos, a recomendação é procurar diretamente um posto policial e nunca realizar pagamentos.
Como se proteger de golpes semelhantes
A PRF listou orientações importantes para evitar cair em esquemas de estelionatários que se passam por policiais:
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Não faça pagamentos sem contato presencial: qualquer cobrança remota deve ser encarada com desconfiança.
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Desconfie da pressa: golpistas pressionam com urgência para evitar que a vítima reflita.
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Questione sempre: sugerir uma visita presencial a um posto da PRF costuma fazer os criminosos desistirem.
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Não acredite em promessas irreais: benefícios “bons demais” geralmente escondem golpes.
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Registre ocorrência: quem cair no golpe deve procurar a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência.




















