Ciclone traz chuva, granizo e queda brusca nas temperaturas no RS
Nesta segunda-feira, o Rio Grande do Sul amanhece sob influência de um ciclone extratropical, sistema de baixa pressão que formou-se no Paraguai e avança desde o Sul do Brasil até o Centro-Oeste.
Esse fenômeno intensifica a instabilidade, trazendo chuvas, ventos fortes e queda acentuada das temperaturas.
Após um fim de semana marcado pelo calor e por tempestades localizadas com raios intensos e granizo, o calor deu lugar ao clima instável e frio, cenário típico da atuação deste tipo de ciclone no inverno.
Como se formou o ciclone e como ele afeta o tempo
O ciclone extratropical, comum entre os 30° e 60° de latitude, forma-se a partir de uma frente fria que interage com ar quente e úmido, gerando correntes ascendentes e nuvens carregadas.
Esse encontro cria tempestades generalizadas, chuva persistente e ventos que chegam a 60 km/h ou mais.
No modelo de formação de ciclones, esse tipo de sistema concentra umidade e pressão baixa no centro, gerando efeitos climáticos marcantes em regiões abrangentes — como vem ocorrendo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Segunda-feira com tempo frio e instabilidade disseminada pelo estado
O RS segue com céu nublado ou encoberto na maior parte do território, com aberturas de sol restritas às regiões Oeste e Sul. A chuva deverá se concentrar na Metade Norte, abrangendo o Noroeste, Norte, Nordeste, Centro e parte do Leste do estado.
A precipitação tende a ser leve a moderada, com possibilidade de garoa persistente, mas episódios isolados de chuva forte podem ocorrer.
As temperaturas caem significativamente: a faixa entre 11ºC e 13ºC será predominante na Região Metropolitana, Serra e Litoral Norte, com marcas abaixo de 10ºC na Serra Gaúcha, segundo a MetSul.
Instabilidades se estendem ao Sul de SC, PR e Mato Grosso do Sul
O sistema se estende além das fronteiras gaúchas, impactando:
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Santa Catarina: especialmente o Oeste, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis
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Paraná: regiões Oeste, Centro e Sul
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Mato Grosso do Sul: áreas tradicionais do Pantanal Sul e região Sudoeste
Essa instabilidade traz risco de chuvas intensas, ventos localizados e queda de granizo, especialmente em áreas de altitude e próximos a grandes formações frontais.
Ciclone: tipos, formação e fenômenos associados
Ciclones extratropicais
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Mais comuns no Brasil
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Formam-se associados a frentes frias
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Núcleos com baixa pressão e temperaturas frias
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Capazes de gerar chuva generalizada e ventos fortes
Ciclones subtropicais
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Mesclam características de sistemas tropicais e extratropicais
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Formam-se algumas vezes entre 20° e 40° de latitude
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Têm núcleo parcialmente quente ou frio, com desenvolvimento de intensidade média
Ciclones tropicais
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Raro no Sul do Brasil
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Núcleo quente e profundo; retiram energia do mar
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Formam furacões ou tufões em latitudes próximas ao Equador






















